Muito se fala em vida saudável nos dias de hoje, mas poucos sabem do que se trata realmente ter uma vida assim. Praticar, então, essa tal vida saudável, fica mais difícil ainda!
Há muita informação no mídia, internet, jornais, entretanto muitas são as dúvidas...
Este espaço foi criado para divulgação de informações sobre tópicos relacionados a saúde, atividade física, dietas e assuntos afins, com um foco especial na área da Endocrinologia, na qual atuo.
Aproveitem!!!
Mostrando postagens com marcador hipotireoidismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hipotireoidismo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

"Eu tenho tireoide!" Mas será que é só você que tem?


Uma frase muito frequentemente ouvida por médicos, mas especialmente pelos endocrinologistas é : “Doutor(a), eu tenho Tireoide!”. Sempre que ouço essa frase penso: “Graças a Deus!!!”. Isso porque o normal e saudável é nós termos a glândula Tireoide, localizada no pescoço, funcionando bem. O que algumas pessoas tem, além da Tireoide, seria um mal funcionamento desta glândula ou nodulações dentro da glândula, que podem, em alguns casos corresponder a uma doença mais grave nesta glândula (falarei disso num segundo post).  O site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia esclarece muito bem sobre o que é a “Tireoide” e as alterações nesta glândula: http://www.endocrino.org.br/tireoide/



Os problemas mais comumente encontrados na glândula tireóide são a baixa função dessa glândula, chamado hipotireoidismo, ou a hiperfunção (quando a tireóide funciona mais que o necessário), chamado hipertireoidismo.
No hipotireoidismo os sintomas mais comuns são moleza, cansaço, sono excessivo, pele seca, ganho de peso ou dificuldade para perder peso. Alterações menstruais e de fertilidade (dificuldade para engravidar) podem ocorrer nas duas condições. Ambas as doenças, hipo ou hipertireoidismo podem acontecer em qualquer momento da vida. A Gestação, entretanto, é um período de maior risco de alteração da tireoide, que pode ser passageira, mas deve ser acompanhada.

No hipertireoidismo, a Tireoide libera muito homônimo, causando uma aceleração no metabolismo. São comuns sintomas como perda de peso, taquicardia (coração acelerado, palpitações), arritmias cardíacas, nervosismo, dificuldade para dormir, olhar vivo (olho arregalado) e pele fina e quente, dentre outros sintomas. Também podemos observar crescimento da tireóide na frente de pescoço (bócio).


O acompanhamento por um médico endocrinologista é essencial quando se descobre alguma alteração na Tireoide, pois este profissional pode não só avaliar e tratar a condição atual como prever implicações destas doenças ao longo do tempo. Não deixe de consultá-lo!!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Gestação e tireóide

Nesta semana atendi duas gestantes com hipotireoidismo subclínico. A primeira, apesar de ter uma história familiar bem positiva para doença da tireóide, mãe e pai (que é mais raro!) e de já ter tido nódulos e aumento da tireóide no passado, nunca tinha se preocupado com isso. Ficou grávida com facilidade, mesmo já tendo 34 anos (o que poderia atrapalhá-la) e então foi alertada que deveria cuidar da sua tireóide. A segunda , médica, achava que estava tudo bem com a tireoide. Viu o exame dentro dos valores de referência de normalidade e mesmo com sintomas de hipotireoidismo, extremo cansaço, fraqueza, sonolência incapacitante, inchaço, muito piores do que aqueles da primeira gestação, foi tocando a vida. Interessante notar que não me procurou em consulta. Nos encontramos no corredor e, num papo amigável e informal, foi feito o diagnóstico e ela foi desviada do seu caminho direto para o meu consultório!
Mas quando um mulher que está grávida deve preocupar-se com sua tireóide?
A melhor resposta é: desde antes da gestação! Alterações da glândula tireóide, mesmo as ditas "subclínicas" podem atrapalhar o início da gestação, sendo uma causa de infertilidade, reversível com o tratamento. Mulher com história familiar de doença da tireóide, principalmente de doença autoimune, que é a mais comum, devem fazer obrigatoriamente o rastreamento com avaliação da função da tireóide (TSH e T4L no sangue) e da presença de anticorpos contra a tireoide ( anti TPO e anti TG). esmo com função tireoidiana dentro dos valores laboratoriais de normalidade, tem benefício em serem tratadas aquelas com anticorpo anti TPO em valores altos (anti TPO maior que 1000) ou com TSH maior que 2,5. Este é o valor considerado NORMAL principalmente para gestante, mostrando menor índice de perda fetal (desde a situação da concepção ate abortos precoces). Com esse valor de TSH obteve-se o melhor resultado, restituindo a fertilidade e conseguindo-se levar a gestação até o tempo certo. Além disso, durante a gestação acontecem modificações na fisiologia da mulher que podem levar a descompensação de mulher que vinham tolerando bem um hipotireoidismo subclínico. Este pode tornar clinicamente evidente e com sintomas ruins como sonolência excessiva, ganho de peso maior que o desejado e esperado, inchaço nas pernas e face, unhas quebradiças, prisão de ventre, dentre outros. Outro fato muito importante é que o hormônio tireoidiano é essencial para o desenvolvimento do neném dentro do útero, principalmente para o sistema nervoso central. O homônio tireoidiano utilizado pelo neném é o proveniente da mãe até pelo menos 12 semanas de gestação. Nesta época (12-13 semana) o neném já começa a produzir seu próprio homônio, pois já tem tireoide formada e funcionando, e fica menos dependente do homônio materno. Logo, principalmente nas primeiras 12 semanas a mulher tem que ter um bom nível de homônio para suprir as suas necessidade e as do neném.
Futuras mamãe atenção !!!! Ter uma avaliação da função da tireóide é muito importante antes e durante a gestação.
Até breve!!