Muito se fala em vida saudável nos dias de hoje, mas poucos sabem do que se trata realmente ter uma vida assim. Praticar, então, essa tal vida saudável, fica mais difícil ainda!
Há muita informação no mídia, internet, jornais, entretanto muitas são as dúvidas...
Este espaço foi criado para divulgação de informações sobre tópicos relacionados a saúde, atividade física, dietas e assuntos afins, com um foco especial na área da Endocrinologia, na qual atuo.
Aproveitem!!!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Suplementos alimentares (Parte 1): “Fat Burner” OxyelitePro

Tudo começou com um amigo do grupo de corrida, corredor de maratonas inclusive, que apesar de magro, tem uma “barriguinha” (de início recente) incomodando-o. “Vou tomar um fat burner” (substância cuja propaganda é de queimar a gordura) “O que você acha disso?” , me perguntou ele. Fui pesquisar sobre essas substâncias e achei interessante falar do assunto. O que são fat burners, afinal? Todos os produtos intitulados “fat burners” tem sua composição produtos que prometem acelerar o metabolismo, queimando gordura. Essa aceleração, entretanto, é obtida por meio de substâncias que tem efeito sistêmico, ou seja, não se restringem as células de gordura. Se houvesse um produto específico, direcionado para o adipócito (estoques de gordura) tenho a certeza que já estaríamos usando em larga escala. Afinal, nossos consultórios estão cheios de pessoas que necessitam emagrecer urgentemente para melhorar condições de saúde urgentes como degeneração do joelho e coluna, diabetes, hipertensão arterial... todas doenças decorrentes do excesso de peso. OK! Mas será que os “fat burners” podem ser usados? São eficientes? Mais importante, fazem mal a saúde?

Utilizando como exemplo o produto OxyelitePro (nada pessoal, apenas foi o produto proposto por meu amigo de corrida), vamos analisar cada componente:

1- Cafeína: Estimula o sistema nervoso simpático, adrenérgico, deixando a pessoa mais alerta, aumenta a frequência cardíaca, a queima de gordura, dentre outros efeitos.

Dose máxima recomendada por dia: 400mg.

Dose em 3 capsulas do produto OxyelitePro: 300mg

Dose em 1 xic de café expresso: 125-165 mg

Uso excessivo causa: irritabilidade, insônia, taquicardia, e pode levar a arritmias cardíacas (!)

2- Bauhinia purpurea: Relatos de propriedades estimulantes da função tireoidiana e da oxidação (queima) de gordura pelo fígado, antioxidantes, dentre outras. Depende da dose presente no produto. O aumento da função tireoidiana por produtos ou remédios levam ao aumento da incidência de arritmias cardíacas, osteoporose, alterações mentais podendo desencadear quadros de psicose, insônia, irritabilidade, ansiedade, dentre outras alterações. Além disso, ocorre uma INIBIÇAO da função de tireoide da própria pessoa, ocorrendo quando da suspensão da medicação hipotireoidismo (queda do nível de hormônio tireoidiano) que leva a diminuição do metabolismo, alteração de colesterol, da função cardíaca, desanimo, depressão, dentre outros sintomas. O risco de hipotireoidismo é tanto maior quanto mais tempo usar o “estimulante da tireoide”.

Em artigo cientifico sobre as propriedades medicinais deste composto a conclusão final foi:

“Even today, plants are the almost exclusive source of drugs for a majority of the world population. Therefore, it remains a challenge for scientist to provide efficient, safe and cheap medication especially for rural area. These Bauhinia species and their quantification of individual phytoconstituents as well as pharmacological profile based on in vitro, in vivo studies and on clinical trial should be further investigated. “(Mukherjee, P.K., T.K. Gopal and T. Subburaju, 1998. Studies on the anti-diarrheal profiles on Bauhinia purpurea Linn. leaves extract. Nat. Prod. Sci., 4: 234-237.) Traduzindo: “Mesmo hoje, as plantas são a principal fonte da maioria das drogas (remédios) utilizados pela populacão mundial. … Essas espécies de Bauhinia e a quantificação de seus fitocontituintes individuais assim como as suas propriedades farmacológicas baseadas em estudos in vitro (no laboratório), in vivo (com seres vivos) e em estudos clínicos (estudos com pessoas, de forma controlada, monitorando benefícios e malefícios) precisam ser investigados mais adiante”.

3- Bacopa Monnier (Folha): Descritos efeitos de neuroproteção, aumenta a memória, efeitos anti-inflamatorios, anti epileticos. Alguns estudos em humanos, chamados pré-clinicos demonstraram melhora da memoria. Não encontrei nenhuma informação sobre sua interferência na queima de gordura.

Referencia principal: Vangalapati, M. et al. “A Review on Pharmacological Studies of Bacopa monniera.” J. Chem. Bio. Phy. Sci. 2011, Vol.1, No.2, Sec. B, 250 – 259.

4- 1,3-Dimetilamilamina (Geranium): Aumenta a atividade do sistema nervoso simpático, sem aumentar a pressão arterial de forma perigosa, apos uma única dose por dia, mesmo quando combinado a cafeína. Presente em diferentes suplementos alimentares. Li alguns estudos e nenhum conseguiu ver aumento real do gasto energético nem nenhum efeito outro no metabolismo. O estudo mais expressivo que achei foi conduzido apenas com 25 indivíduos, 13 tomando 1,3-Dimetilamilamina e 12 usando placebo, durante 10 semana. Durante o estudo, as pessoas mantiveram sua atividade física habitual e alimentação, anotando tudo o que comiam. A conclusão foi que o uso do medicamento não alterou a frequência cardíaca nem a pressão arterial. Também não piorou os exames de sangue (colesterol, triglicerídeos, glicose, enzimas hepáticas). Tampouco melhorou! Os autores sugerem que novos estudos e com maior numero de pessoas, por mais tempo, devem ser conduzido para se chegar a alguma conclusão. Parece não fazer mal, mas também não faz bem!!

Referencia principal: Bloomer R.J. et al. “Impact of a Dietary Supplement Containing 1,3-Dimethylamylamine on Blood Pressure and Bloodborne Markers of Health: a 10-Week Intervention Study “Nutrition and Metabolic Insights 2012:5 33–39

5- Cirsium Oligophyllum 
- Aumenta a queima de gordura em adipócitos (células de gordura) vicerais (que ficam dentro da barriga, que em muito prejudicam o metabolismo, levando ao diabetes, por exemplo) e subcutâneas (aquela gordura das coxas, do culote, da “barriga que é mole e caída”). Só achei publicado estudos em RATOS e CAMUNDONGOS. Não há nenhuma pesquisa concluída em seres humanos. Qual a dose apropriada? Você se considera igual a um ratos? É toxico? Perguntas a serem respondidas...

Referencia principal: Toshihiko Y. et al “Body fat mass reduction and up-regulation of uncoupling protein by novel lipolysis-promoting plant extract” Int J Biol Sci. 2009; 5(4): 311–318.

6- Rauwolscine: Inibidor do receptor adrenérgico alfa-2 (os outros compostos acima aumenta a atividade adrenérgica, vocês se lembram? Este composto bloqueia um dos tipos do receptor de adrenalina).Estaria associado a diminuição da ingestão alimentar em ratos. De novo, alguém se considera igual a um rato? Para começar, ratos são gerados em media em 23 dias de gestação (isso mesmo) e morrem em 4-6 semanas!!!

Concluindo: Meu amigo de corrida pode até tomar o seu fat burner. O que não posso lhe afirmar é que vai ter efeito benéfico! Também não se pode garantir que será inócuo, que não lhe causará maleficio. Se ninguém provou o efeito benéfico ou maléfico de cada um desses componentes ISOLADAMENTE o que se dirá sobre a combinação dessas substancias. Elementos químicos quando colocados juntos regem entre si, e podem dar origem a uma série de outros produtos e efeitos. Um exemplo clássico disso no meio medico foi a combinação de dois remédios para emagrecer, fenoxibenzamina fenfluramina (famosa Fen-Fen), que isoladamente não causavam maleficio, na dose recomendada, mas que quando combinados (e foram usados em larga escala) causaram lesões em valvas cardíacas graves e irreversíveis, sendo banidos do mercado.

Não indico o uso de fat burners, mas não tenho o “poder” de proibir o uso pelo meu amigo. Me senti apenas na obrigação de tentar esclarecer que NAO HA SEGURANCA NO USO DESSAS SUBSTANCIAS E TAMPOUCO EVIDENCIA DE EFICACIA. Qualquer um pode prometer resultados milagrosos, mas o compromisso da ciência e da medicina é oferecer tratamentos baseados em estudos grandes, populacionais, que indiquem beneficio e, sempre que possível, não malefício (ou mínimo maleficio). Cada um é livre para fazer suas escolhas. Recebemos a todo momento indivíduos nos hospitais com arritmias cardíacas, insuficiência renal ou hepática, neoplasia, condições súbitas e muitas vezes inexplicadas. Pra que complicar mais a vida? Tudo é aceitável para TALVEZ se adquirir uma barriga mais sarada? A decisão está nas suas mãos, agora, e sempre!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Qual o preço da beleza? Vale tudo pra ficar “sarado”?

Sempre me questionei muito sobre os padrões de beleza divulgados pela sociedade atual. Por muito tempo fui uma insatisfeita crônica! Sempre tive um formato de corpo bonito, mas queria ser PERFEITA. Isso é: não ter nem “esboço” de celulite, sem estrias, com corpo bem torneado, firme, “imaculado”, musculoso... Quem não sonha em ser assim? Para os homens, o objetivo é ser definido, musculoso, ou, simplesmente, “grande”. Mas quem foi que disso que isso é saudável? Todo mundo pode ser ou ficar assim?

A resposta não é tão simples de ser dada. Existe um potencial genético, que determina forma do corpo, força, constituição física. Com atividade física e alimentação especial podemos, sim, melhorar muito nosso corpo e, inclusive, mudar certas características do tipo: diminuir a barriga, levantar e aumentar o volume dos glúteos, aumentar a massa muscular. O que acontece é que TUDO TEM LIMITE. Essas mudanças não necessariamente irão te colocar na FÔRMA do corpo sonhado. Muitas pessoas, assim, se decepcionam ou acham esse caminho de exercícios regulares pesados +alimentação especial muito penoso. Nessa hora entra aquele amigo da academia, que já usou uns produtos....afinal, existem milhares de produtos disponíveis no mercado: Whey protein, aminoácidos purificados, FAT BURNER, Oxyelitepro, Carnitina, anabolizantes, dentre outros. Mas esses produtos fazem mal? E se eu tomar só um pouquinho, um mês somente? O que pode me acontecer?

Nos próximos posts vou falar sobre esses produtos, principalmente aproveitando a semana pré-carnaval, que inspira medidas heroicas para se entrar em forma em 1 semana! Vá pensando nesse assunto...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Bebe nasce na China com 7Kg. Isso é normal?

Não, isso não é tampouco normal nem aceitável!!! Algumas famílias até podem ter nenéns maiores, com mais de 4 kG, raramente 5Kg, sem nenhuma doença associada. Na GRANDE MAIORIA dos casos, entretanto, isso é resultado de diabetes gestacional não tratado e/ou ganho excessivo de peso materno!!! As noticias que li sobre o caso falam de uma chinesa, da região central do país, que é a mais pobre, e que "aparentemente tinha uma gestação normal, como da primeira filha". Provavelmente não realizou pré-natal com ultrassonografia. Este exame com certeza teria previsto esse neném enorme e uma gestação de ALTO risco de complicações para mãe e para o bebê. Muitas pessoas não sabem, mas na China só é permitido um filho por casal. O segundo é sujeito a multa, e muitos casais tem o segundo filho na ILEGALIDADE , sem registrá-lo, o que corrobora a hipótese de ausência de pré-natal! Não achem isso "bonitinho, nem impressionante"! Isso é muito perigoso!!! Não tentem fazer isso em casa!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Dieta do Índice Glicêmico

O que é essa Dieta do Índice Glicêmico? Vale a pena segui-la? Muitas pessoas tem dúvidas sobre essa dieta, afinal, cada hora surge na mídia uma nova fórmula magica para perder peso. Esta dieta foi criada a partir de um estudo que mediu a concentração de glicose e insulina no sangue, logo após a ingestão de um alimento isolado, a partir do jejum. Com isso, foi verificado o quanto cada alimento faria subir a glicose e a insulina no sangue, apos a alimentação, e em quanto tempo isso aconteceria. Alimentos que faziam subir muito rapidamente o nível de glicose no sangue foram considerados de ALTO INDICE GLICEMICO. Isto tem importância principalmente nas pessoas com diabetes, isso porque essas pessoas tem mais dificuldade de aproveitar a glicose e com isso ficariam com sua doença descompensado, tendo “picos de glicose”. Foi verificado, desde então, que o consumo de dieta rica em alimentos com alto índice glicêmico levava a obesidade. Quais são os alimentos de alto índice glicêmico? Aqueles com maior quantidade de carboidrato e menos fibras. Aqui tem um link com uma tabela detalhada dos alimentos e seu respectivo índice glicêmico (IG).

http://nutricao.diabetes.org.br/images/pdf/215_Tabela_de_IG.pdf

A Carga glicêmica (CG) seria o impacto desse índice no organismo, de acordo com a quantidade ingerida. Uma CG <10 é considerada baixa, entre 10 e 20 moderada e >20 alta.

Mas qual é a real eficácia de ficar medindo e monitorando o índice glicêmico dos alimentos que comemos? Então parece lógico ABOLIR esses alimentos de alto índice glicêmico?

O mais importante é tentar escolher sempre alimentos de baixo índice glicêmico, que são em geral os mais saudáveis, como as verduras legumes, frutas, pães e cereais integrais...mas e as frutas de alto índice glicêmico? E a batata? Doce e chocolates nunca mais? Calma, não se desespere!! Alguns estudos já foram feitos comparando a dieta balanceada com a de baixo índice glicêmico e o resultado foi bem interessante: quando misturados os alimentos, de alto e baixo índice glicêmico, como ocorre na dieta balanceada, os alimentos de baixo índice glicêmico compensam os de alto (como numa balança!). Assim, quando ingerimos uma dieta variada e com bastante alimentos de baixo IG, podemos também utilizar, com moderação, alguns de alto IG. Esta com vontade de comer um chocolate, aquele que pode 1x na semana? Prefira comê-lo de sobremesa. Os alimentos da refeição (que com certeza foram de baixo índice glicêmico) compensarão a pequena sobremesa (30g de chocolate, podendo ser 2x por semana. Dependendo do grau de malhação, ate mais um pouquinho). Essa estratégia é melhor do que um chocolate “solto” , isolado, no meio da tarde! Este sim vai provocar uma alta carga glicêmica!

Assim, não existe na literatura medica, evidencia que a dieta de baixo índice glicêmico seja superior a dieta de baixa caloria e balanceada. O importante é comer um alimentação rica em legumes, verduras, frutas (quanto menor IG melhor) e pobre em gorduras saturadas, colesterol e sal. Isso sim é eficaz, e acaba sendo de IG, sem muita neurose. Fazer dieta já é tão difícil... pra que complicar mais?

Quer saber mais? Achei informações interessantes nesses sites:

http://corpoacorpo.uol.com.br/dieta/dieta-de-emergencia/dieta-do-indice-glicemico-perca-ate-2-kgs-por-semana/conheca-a-dieta-do-indice-glicemico/1572/1

Acesse também o site de Sociedade Brasileira de Diabetes/ Nutrição (http://nutricao.diabetes.org.br/indice-glicemico/212-o-que-e-indice-glicemico)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Gestação e Diabetes

Você pode estar se perguntando: "O que tem haver gestação com diabetes?" ou "Não sou diabética. E eu com isso?". O que muitos nem imaginam é que gestação tem MUITA relação com DIABETES. Informar-se sobre isso e prevenir é essencial. Só quem sabe estar em risco de Diabetes Gestacional pode se prevenir antes mesmo de gestar, ainda na fase de "programação da gestação". Como? Por que? Você irá descobrir agora!

Durante toda a gestação, mas principalmente após as 24 semanas, a placenta produz hormônios que são importantes para manutenção da gestação, saúde da mãe e do neném. Estes hormônios, entretanto, tem um efeito "diabetogênico" na mãe. São conhecidos como hormônios contrareguladores do metabolismo da glicose. Tem um efeito de aumentar a resistência do organismo a ação da insulina (hormônio responsável pela queima de glicose transformando-a em energia). Algumas mulheres, sob efeito desses hormônios tem diabetes gestacional. O diabetes durante a gestação causa complicações fetais e maternas. Maior risco de complicações durante o parto. A criança fica muito grande tendo complicações para nascer. Há risco de hipoglicemia nos primeiros dias de vida, o que é muito grave, pois a baixa de glicose no sangue do recém nascido causa risco de vida ou complicações graves, como crise convulsiva, sequelas neurológicas, dentre outras.

Mas quem está sob risco de diabetes gestacional?

Mães que já eram diabéticas antes de gestar

Mulheres que tem os seguintes fatores de risco:

- obesas (IMC maior que 30 Kg/m2) ou que estão ganhando muito peso durante a gestação

- parentes de 1o grau com diabetes (pai, mãe, irmãos)

- IDADE > 25 anos (isso é, para muitos, chocante! Afinal, muitas mulheres, no dias de hoje, engravidam após os 25 anos)

- História prévia de filho com >4 Kg

- Síndrome de ovário policístico (antes da gestação)

- Uso de corticoide

- Perda fetal prévia, sem causa definida.

Se a mulher tiver algum desses fatores de risco deve ser submetida a um rastreamento mais precoce, logo no início da gestação, e reavaliada quando estiver com 24 semanas de gestação. E como prevenir? Tendo cuidados durante a gestação, mantendo uma alimentação saudável, de preferencia orientada por nutricionista, mantendo um ganho de peso dentro dos limites estabelecidos por seu/sua médico(a), praticando atividade física (sem excessos). Antes de gestar, já é importante tentar atingir um peso dentro da faixa saudável (não engravidar obesa). Essa é uma das medidas mais eficazes para prevenir o diabetes gestacional, e além disso a hipertensão da gestação (pré-eclampsia), que também é muito perigosa.

Informação e prevenção são as palavras chaves para uma gestação tranquila.

Vejo vocês em breve! Aguardo comentários!!


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Minha experiência com a dieta Low Carb (baixo Carboidrato)

Bom, após muito falar e ler sobre a dieta de baixo carboidrato, resolvi testá-la. Afinal, nada melhor do que vivenciar uma situação para entender prós e contras. Chega de teoria e vamos para prática!
Revolvi fazer a dieta de baixo carboidrato e não a de ZERO carboidrato, que seria a do Dr Atkins, a famosa dieta da proteína, por essa última induzir a um estado de acidose, no sangue, maior e por ser bem mais radical. Rica em gordura saturada, carne vermelha, permitindo até linguiça, alimentos que não são saudáveis e que tenho intolerância (justamente por não estar acostumada a comer!). Acho que poderia atrapalhar um pouco meu dia-a-dia, ficando sem energia. Além disso PROIBE qualquer tipo de frutas e alguns legumes. Fato é que não consigo ficar SEM frutas! Vale ressaltar que procurei escolher frutas com bastante frutas e baixo índice glicemico (explico isso melhor em outro post)
Na dieta de baixo carboidrato me permiti 20 a 50g de carboidrato. Essa quantidade é bem pouca, acreditem!
Aqui estão exemplos de cardápios que segui e algumas impressões:

Dia 1:
Café da manhã: Omelete com 3 claras de ovo + 1 CS de queijo cottage/ café com adoçante
Colação: 1 maça+ 1 polenguinho light
Almoço: Peito de frango grelhado (temperado com shoyo, pimenta do reino)/vagem macarrão cozida com alho, cebola, molho inglês/abobrinha+pimentões+cebola+ azeite. 1 maçã pequena
Lanche:1 polenguinho light+1 pêra
Jantar: peixe grelhado+beringela+legumes cozidos+salada verde
Total de carboidratos: aprox 40mg

A noite senti um pouco de fome. Mais uma sensação de "leveza e barriga vazia", mas não tive dificuldade.

Dia 2:
Café da manhã: 1 ovo + 1 CS de queijo cottage/ 1 fatia de mamão/café com adoçante
Colação: 1 maça+ 1 Actimel zero (leite fermentado)+1 polenguinho Emental (fui a praia, corri e ainda voltei para casa de bicicleta)

Almoço: 1 bife (carne vermelha)/palmito, tomate seco, muitas folhas, mussarela de búfala (Comendo fora)
Lanche: Mate diet
Jantar: Claras com cogumelo seco+folhas verdes
Total de carboidratos: aprox 40mg


Era domingo e o dia ficou um pouco tumultuado. Fiz muita atividade física e como estava bem quente, com sol forte, atribuí o cansaço ao calor e atividade fisica. A noite fiquei enjoada.

Dia 3:
Café da manhã: Suco com 1 folha de couve batida com 1 laranja (com bagaço e sem coar)/ omelet com 1 ovo+2 claras+ 1 fatia fina Queijo minas+ salsa e cebolinha/ cafe puro com adoçante
Lanche: Actimel zero+ 1 maça
Almoço: peito de frango grelhado/ abobrinha+cebola+beringela+pimentoes vermelho e amarelo assados no forno com sal+pimento do reino+um fio de azeite (MARAVILHOSO!!!)/ salada verde
Lanche:1 polenguinho com sabor emental+ 1 copo leite de soja Zero sabor coco
Jantar: Barquinhos de chuchu recheados com creme de ovos ou com molho de camarão (receita de domingo do José Hugo Celidônio, Jornal O Globo)/salada verde com folhas variadas
Total de carboidratos: 60g de carboidratos

Já estou um pouco mais "fina", e ao chegar ao trabalho, a balança revela menos 1 Kg! Estou bem mau humorada, um pouco mais agitada e nervosa do que o habitual. Sinto fome! Fiz musculação a noite (membros inferiores).

No 4o dia, seguindo a mesma linha, tentei fazer meu treino programado de corrida mas na metade do percurso (que estou bem habituada a fazer) fiquei EXAUSTA. O curioso é que a respiração e a frequencia cardíacas estavam bem controladas, pouco aumentadas, mas a FRAQUEZA MUSCULAR era tamanha que simplesmente só consegui completar o percurso caminhando e correndo de forma alternada (cada um por 1min 30 seg). Fiquei impressionada. A explicação é simples: Com minhas reservas energéticas de uso imediato (glicogenio, principalmente) depletadas e com provavel acidose no sangue, meu músculo ficou "fadigado" mais rapidamente. É como se o músculo estivesse com fome, sem energia.

No 5o dia, meu humor melhorou mas cheguei a conclusão de que para quem está comprometido a fazer atividade física, é bem difícil manter essa dieta pois a fadiga muscular chega mais rápido e a disposição diminui consideravelmente, para atividade física. Estudos científicos mostram que esta dieta é eficaz para perda rápida de peso porém, a longo prazo, a dieta equilibrada tem perda de peso semelhante e com mais fácil MANUTENÇÃO DO PESO. Mais uma vez, vale manter o equilíbrio!

A escolha da dieta depende muito mais do momento em que vamos fazê-la. Dietas muito restritivas sempre dão margem a episódios de compulsão alimentar (descontrole com ingesta de grandes quantidadesde comida). E quando bate a compulsão pode vir junto uma sensação de derrota enorme. Sendo assim, temos que ter em mente que a dieta melhor é aquela mais saudável e que poderemos manter por todas vida.
Amanhã, volto a fazer minha deliciosa dieta equilibrada ! O resultado final revelarei em seguida. Até breve!!!


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Dieta Da Princesa- parte 2

A dieta proposta pelo Dr. Dukan é saudável e muito interessante, desde que respeitado o tempo de restrição maior de carboidratos, 1a fase, e a mais radical da dieta. Esta fase não deveria passar de 10 -15 dias, pois induz um estado de acidose metabólica (fase cetogIenica) e pode sobrecarregar os rins. A longo prazo, seria prejudicial. Já a 2a fase, na qual já são introduzidos alimentos integrais no café-da-manhã e almoço, é bem saudável e deveria ser seguida por toda vida. Rica em verduras e legumes, vitaminas, sais minerais e fibras.
Em toda minha vida lutei, e ainda luto, com meu peso. Desde os 10 anos de idade faço dieta. Após 10 anos de formação médica, anos de experiência com pacientes de todo tipo e por experiência própria, acredito no EQUILIBRIO. Ninguém pode viver , e ser feliz, com dieta muito restritiva ou muito exótica, para sempre e 100% do tempo. Temos que aprender a ter um equilíbrio. Quer emagrecer rápido e se motivar? Faça 10 dias de dieta da proteína ou South Beach, e alcance seu objetivo imediato. Importante é lembrar que depois deste período terá que manter uma dieta SAUDAVEL e de baixa caloria, para manter o peso ou continuar a emagrecer. O que importa de verdade é o que faz na MAIOR PARTE DOS DIAS da semana. Se faz dieta "direitinho" durante 6 dias e no 7o dia come 2 pedaços de pizza, não será isso que irá ARRUINAR sua vida!!!! Da mesma forma, não adianta malhar 7 dias da semana, e ficar 10 dias sem aparecer na academia, ou clube, ou ginastica! Estabeleça uma ROTINA. Tente não sair muito dessa rotina, mas acima de tudo, seja feliz!!! Permita-se ser feliz!

No próximo post vou falar sobre a minha experiência com a dieta Low Carb... Estou agora no 4o dia!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Dieta da Princesa

Este post é resultado de muita reflexão e conversa com amigos sobre a recente matéria publicada na revista Veja, que muitas vezes assume o papel de "formadora de opinião". (http://vejario.abril.com.br/edicao-da-semana/a-dieta-das-princesas-657065.shtml)

Especialmente no verão, todo mundo busca a dieta milagrosa. Aquela dieta com resultado mais rápido possivel, no menor tempo, e que, de preferência dure para sempre.... Mas, na vida real não é bem assim. Grandes mudanças podem gerar grandes fracassos, ou grande decepções. A moderação é amiga da manutenção, quando falamos em perder peso, e mantê-lo, o que parece ser a parte mais difícil.

Mas, afinal, qual é a dieta que fez a Princesa Kate Middleton emagrecer ainda mais (porque ela já era bem magra!)?

Trata-se da velha dieta de baixo carboidrato, a famosa "dieta de proteínas", que já saiu e voltou de moda diversas vezes. Agora, com cara e nome novos. Conteúdo e princípio praticamente os mesmos.
Essa dieta inicialmente era utilizada para os pacientes diabéticos tipo 1, na era pré-insulina, justamente por diminuir a resistência dos tecidos (músculo, tecido adiposo, fígado, etc) a ação da insulina, que nesta doença esta diminuída. Deste modo, a pouca insulina ainda restante, produzida pelo pancreas desses pacientes, poderia atuar melhor, e esses individuos ainda viveriam alguns meses. Após a utilização da insulina injetável, a dieta começou a ser utilizada para fins estéticos, até porque se observava grande perda de peso com ela.
Na atualidade, depois de muito sucesso com o Dr Atkins, e também muitas críticas, foi diversas vezes reinventada. South Beach, Low carb, Dr Dukan... todas essas dietas se baseam no mesmo princípio: uma fase inicial (1 ou 2 semanas) sem qualquer tipo de carboidrato ou com menos de 60g de carboidrato/dia (Low Carb), seguida por uma 2a fase com reintrodução dos carboidratos, os integrais e de baixo índice glicêmico, e uma 3a fase de manutenção, com alguns dias de dieta mais livre e outros mais radical (detalhes na reportagem da Veja.) Minha opinião? fica para a proxima postagem....

sábado, 21 de janeiro de 2012

Dieta da princesa

Você afinal sabe o que é essa dieta da Pricesa Kate Middleton? Aguarde o próximo post para se informar mais!! Suspense no ar...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Gestação e tireóide

Nesta semana atendi duas gestantes com hipotireoidismo subclínico. A primeira, apesar de ter uma história familiar bem positiva para doença da tireóide, mãe e pai (que é mais raro!) e de já ter tido nódulos e aumento da tireóide no passado, nunca tinha se preocupado com isso. Ficou grávida com facilidade, mesmo já tendo 34 anos (o que poderia atrapalhá-la) e então foi alertada que deveria cuidar da sua tireóide. A segunda , médica, achava que estava tudo bem com a tireoide. Viu o exame dentro dos valores de referência de normalidade e mesmo com sintomas de hipotireoidismo, extremo cansaço, fraqueza, sonolência incapacitante, inchaço, muito piores do que aqueles da primeira gestação, foi tocando a vida. Interessante notar que não me procurou em consulta. Nos encontramos no corredor e, num papo amigável e informal, foi feito o diagnóstico e ela foi desviada do seu caminho direto para o meu consultório!
Mas quando um mulher que está grávida deve preocupar-se com sua tireóide?
A melhor resposta é: desde antes da gestação! Alterações da glândula tireóide, mesmo as ditas "subclínicas" podem atrapalhar o início da gestação, sendo uma causa de infertilidade, reversível com o tratamento. Mulher com história familiar de doença da tireóide, principalmente de doença autoimune, que é a mais comum, devem fazer obrigatoriamente o rastreamento com avaliação da função da tireóide (TSH e T4L no sangue) e da presença de anticorpos contra a tireoide ( anti TPO e anti TG). esmo com função tireoidiana dentro dos valores laboratoriais de normalidade, tem benefício em serem tratadas aquelas com anticorpo anti TPO em valores altos (anti TPO maior que 1000) ou com TSH maior que 2,5. Este é o valor considerado NORMAL principalmente para gestante, mostrando menor índice de perda fetal (desde a situação da concepção ate abortos precoces). Com esse valor de TSH obteve-se o melhor resultado, restituindo a fertilidade e conseguindo-se levar a gestação até o tempo certo. Além disso, durante a gestação acontecem modificações na fisiologia da mulher que podem levar a descompensação de mulher que vinham tolerando bem um hipotireoidismo subclínico. Este pode tornar clinicamente evidente e com sintomas ruins como sonolência excessiva, ganho de peso maior que o desejado e esperado, inchaço nas pernas e face, unhas quebradiças, prisão de ventre, dentre outros. Outro fato muito importante é que o hormônio tireoidiano é essencial para o desenvolvimento do neném dentro do útero, principalmente para o sistema nervoso central. O homônio tireoidiano utilizado pelo neném é o proveniente da mãe até pelo menos 12 semanas de gestação. Nesta época (12-13 semana) o neném já começa a produzir seu próprio homônio, pois já tem tireoide formada e funcionando, e fica menos dependente do homônio materno. Logo, principalmente nas primeiras 12 semanas a mulher tem que ter um bom nível de homônio para suprir as suas necessidade e as do neném.
Futuras mamãe atenção !!!! Ter uma avaliação da função da tireóide é muito importante antes e durante a gestação.
Até breve!!

sábado, 9 de outubro de 2010

Para mais informação sobre o estudo que motivou tudo isso:
http://www.fda.gov/Safety/MedWatch/SafetyInformation/SafetyAlertsforHumanMedicalProducts/ucm198221.htm

Se voce entrar no Pubmed com as palavras chave : sibutramine double blind controlled trial encontrará 120 artigos publicados nesse tema.

Enjoy it!
A mais recente notícia bombástica:
FDA Drug Safety Communication: FDA Recommends Against the Continued Use of Meridia (sibutramine)

(FDA RECOMENDA A SUSPENSÃO DA SIBUTRAMINA)

E agora ? O que isso significa? Tenho que suspender imediatamente o uso da sibutramina? Vou morrer do coração se continuar usando?
As dúvidas que pairam na cabeça dos usuários são muitas. Criou-se um clima de inssegurança e desespero na endocrinologia, afinal, estariam todas as drogas usadas por nós com tanta fé e segurança condenadas? Revendo os fatos:

1º foi o Acomplia (rimonabanto), retirado do mercado, com substancial grau de evidencia suportando essa decisão ;

2º o Avandia (rosiglitazona), precipitadamente, e com menor grau de evidencia, já que a decisão foi apoiada por meta-analises duvidosas e sem a oportunidade de que se completassem os estudos de segurança cardiovascular em curso;

3o a Sibutramina ameaçada de sair do mercado, agora de forma inteiramente precipitada e deseperada. Vejamos o porquê: O FDA basea seu argumentos nas evidencias recentes do estudo Scout no qual houve maior número de infato do miocárdio e AVC não fatal naqueles que usaram o medicamento. A população do estudo entretanto eram pessoa que JÁ tinham tido algum evento cardiovascular (o que é contr indicação para o uso da medicação) ou diabéticos tipo 2 com algum fator de risco outro para doença cardiovascular. Deste modo, devria ser recomendado e reforçado que pessoas COM DOENÇA CARDIOVASCULAR no passado ou atual não use esse remédio, além dos diabéticos. Isso não vale para os obesos apenas com fatores de risco ( e não diabéticos) ou obesos jovens pois inúmeros estudos já foram feitos nessas populações sem que fosse demostrado malefício.

É muito injusto esse posicionamento radical de proibir pra todos por causa de malefício restrito a alguns. Subestima a capacidade de julgamento do médicos e condena os que tem boa pratica da endocrinologia.

Acho que nós , medicos ativos e que repeitam os limites e se informam adequadamente temos que nos mobilizar nos posicionando e impedindo que a Anvisa "entre nessa onda"!

Até mais!!
Mariana Farage

quinta-feira, 18 de março de 2010

Antibiótico pra tratar obesidade

Infecção bacteriana pode causar obesidade? Qual o papel de bacterias intestinais na obesidade?


Um artigo recente publicado na Science produziu certo alvoroço na mídia e na comunidade científica. Publicado em 4 de março, este artigo sugere que a colonização intestinal por certas bactérias poderia determinar obesidade nesta população.

"Previous research has suggested that bacteria can influence how well energy is absorbed from food, but these findings demonstrate that intestinal bacteria can actually influence appetite," Dr. Andrew Gewirtz of Emory University in Atlanta. ("Pesquisas anteriores sugerem que bacterias podem influenciar em como a energia é absorvida da comida, mas estas evidencias demonstram que bactérias intestinais podem realmente influenciar no apetite.")


Dr. Gewirtz afirma que a sua pesquisa sugere que bactérias podem desempenhar um papel importante na epidemia de obesidade - provavelmente porque bactérias oportunistas vieram substituir outras que morreram em consequencia do uso de antibióticos, acesso a água limpa e outros fatores da vida moderna. Isso tudo foi descoberto por "acidente". O grupo estava estudando ratos com colite. Ratos nascidos de "mães" com colite eram retirados da presença de suas mães biológicas para previnir colonização por bacterias intestinais da mãe. Essa colonização, do intestino e da pele, normalmente ocorre logo após o nascimento e persiste por toda vida do animal. O perfil da bactérias que colonizam o bebê é muito semelhante ao perfil de bactérias da mãe. Os bebes ratinhos do experimento, quando submetidos a colonização diferente da sua mãe, não apresentava mais colite porém apresentava obesidade e síndrome metabólica- incluindo resistencia insulinica, que parece ser o ponto chave. Dr Gewirtz e colegas referenciam estudo em que ratos magros transfectados com bactérias intestinais de obesos tornam-se obesos também.

Acredita-se que essas bactérias produzem inflamação intestinal e que essa inflamação contribua para resistencia insulínica e síndrome metabólica.

Eles agora estão estudando que bactérias são essas, presentes nos obesos, e como tratá-las.

É importante notar que mesmo nessa população com mais tendência a obesidade a limitação da comida foi eficaz em previnir ganho de peso. Isso reafirma a importância da dieta na gênese e prevenção da obesidade.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Sibutramina: eu uso. E agora?!

Sibutramina: eu uso. E agora?!

Todos ficaram alarmados com as últimas noticias sobre aumento de mortalidade associada ao uso de sibutramina. Foi um tal de gente ligando para seus respectivos médicos, para conhecidos médicos, todos alarmados com o "fantasma" do medo de usar sibutramina. Isso , na verdade, reflete uma postura de uso indiscriminado e SEM acompanhamento médico de remédios para emagrecer, que resulta no medo da desinformação e uma certa culpa por usar sem ter "conhecimento de causa".
Vamos aos eclarecimentos cabíveis:

1- A sibutramina é uma droga que como outra qualquer deve ser usada sob prescrição médica, de especialista no assunto. Não há espaço para prescrição por "curiosos" nem auto-medicação;

2-Houve aumento de mortalidade no sub grupo de pacientes que já apresentavam, sabidamente, no início do tratamento, doença cardíaca (infarto prévio ou angina), doença equivalente a doença cardíca (que é a doença obstrutiva da artéria carótida ou de outras artérias, por exemplo das pernas), doenças vascular cerebral (já tiveram no passado isquemia cerebral, derrame ou isquemia transitória), ou hipertensão arterial descontrolada. Esse grupo de pessoas estava sob estudo pois queriam saber se era seguro usar essa droga, nesses individuos. Na prática clínica, não era indicado usar sibutramina nesses indivíduos justamente por não se saber da segurança da droga. Ou seja, profissionais conhecedores do remédios, não tinha evidencia cientifica para prescrever sibutramina nesses casos, e na sua maioria, não prescreviam!

3- Diversos estudos mostram segurança do seu uso em pacientes com hipertensão arterial controlada, e sem doença cardiovascular ou seus equivalentes. Não há por quê condenar essa arma tão importante do nosso arsenal terapêutico para obesidade.

A mensagem que fica, mais uma vez, é primar pelo uso RESPONSÁVEL e vigiado da droga, com orientação de profissional capacitado.

Até mais!